quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

[Estatuto - União do Apostolado Católico Habbiano]


ESTATUTO GERAL DA UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO HABBIANO


ARTIGO 1 - NATUREZA, MISSÃO E ESPIRITUALIDADE
CAPÍTULO 1 - Natureza
1 - A União do Apostolado Católico Habbiano, é uma comunhão de pessoas e comunidades que, segundo o carisma de São Vicente Pallotti, promovem a co-responsabilidade de todos os batizados para reavivar a fé e reacender a caridade na Igreja e no mundo e levar todos à unidade em Cristo.
2 - Fonte, origem e mestre de todo o apostolado para os que pertencem à União é Jesus Cristo, Apóstolo do eterno Pai (Cf. Hb 3,1).
3 - Padroeira da União, modelo perfeito de vida espiritual e apostólica, é a Bem-aventurada Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora de Fátima.
4 - O centro espiritual da União está junto à Basílica Nossa Senhora de Fátima, em Roma, cabendo ao Reitor Geral, fechar e abrir filiais em todo o Habbo Hotel.
5 - O Reitor Geral da Sociedade do Apostolado Católico, é ele que garante a fidelidade ao carisma palotino.
6 - Na União, as múltipla formas de vocação pessoal e as diversas modalidades de vida, de empenho e de serviço são unificados pelo carisma de fundação, pelo mesmo espírito, pela mesma missão e pela comunhão dos membros, como são descritos no presente Estatuto. "Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos" (1Cor 12,7).
7 - A União do Apostolado Católico é uma associação pública e universal (Cf. cc. 298, 312-320), constituída por pessoas individuais de qualquer Arquidiocese do Habbo Hotel. Ela é erigida pela Santa Sé e regulamentada pelas normas do Código de Direto Canônico e pelos artigos do presente Estatuto.
8 - A sede da União está junto ao complexo da Basílica Nossa Senhora de Fátima em Roma.
9 - O presente Estatuto contém normas gerais para a vida e a atividade de toda a União, sem ingerir-se de modo algum nos regulamentos internos das comunidades que fazem parte dela.

CAPÍTULO 2 - Missão

10 - A missão da União do Apostolado Católico Habbiano é despertar a fé e a consciência da vocação ao apostolado e reacender a caridade em todos os membros do Povo de Deus, para que se unam no empenho de propagar a caridade, a fim de haja, quanto antes, um só rebanho sob um só Pastor (Cf. Jo 10,16). Por isso, a União, em comunhão com os Pastores competentes, promove a colaboração entre todos os fiéis na abertura a novas formas de comunidade e de evangelização.
11 - Para realizar esta missão, a União, como associação espiritual e apostólica aberta a todos os membros do Povo de Deus, isto é, aos fiéis leigos, aos colégios e às suas agregações, propõe-se fazer emergir e reavivar os carismas de cada um. Ela quer viver o mistério da Igreja como comunhão de todos os fiéis na sua dignidade original. Quer, em particular,
a) entre todos os católicos:
- reavivar a fé, a esperança e a caridade, recebidas como dons no batismo;
- promover a santidade própria e dos outros;
- promover a consciência da missão que Deus lhes confiou e apoiá-la na disponibilidade e capacidade de fazer apostolado juntos;
- tornar acessível a espiritualidade apostólica, nossa herança;
- reforçar o empenho pelas missões ad gentes.
b) com todos os cristãos:
- através da oração, o sacrifício e as boas obras, invocar a bênção de Deus para a evangelização;
- ajudar os homens a abrir-se à luz da fé e ao poder salvífico de Cristo;
- sustentar com força o crescimento de uma unidade sempre mais profunda;
- levar a mensagem cristã da salvação àqueles que ainda não a escutaram;
- prover os meios necessários para as atividades apostólicas.
c) com todas as pessoas de boa vontade, imagens vivas da Caridade por essência (cf. Gn 1,26):
- partilhar a caridade;
- proteger os valores da vida humana e da família;
- trabalhar juntos para ajudar os outros nas suas necessidades;
- empenhar-se pela justiça, a solidariedade, a paz e a salvação do criado;
- favorecer a realização da opção preferencial pelos pobres e excluídos, combatendo as causas da pobreza.

CAPÍTULO 3 - Espiritualidade

12 - A caridade praticada, como a descreve o Apóstolo Paulo (cf. ICor 13,4-7;IICor 5,14), "forma todo o constituitivo substancial" da União. Assim "todos devem estar sempre animados do verdadeiro espírito da mais perfeita caridade.''
13 - A União está enxertada no processo dinâmico do amor misericordioso da Santíssima Trindade: Deus se dá a si mesmo ao homem e a todas as criaturas para reconciliar consigo e todas as coisas e estar entre si mesmas, levando assim à salvação e à perfeição em Cristo toda a humanidade e a criação inteira (cf. Ef 1,10; Cl 1,20). Como São Vicente Pallotti, os que pertencem à União com todo o coração deixam-se permear pelo amor infinito de Deus (cf. Mc 12,30). Doam-se a si mesmos ao serviço e ao cumprimento da vontade de Deus, que se lhes revela sobretudo através da Sagrada Escritura, do ensinamento da Igreja e dos sinais dos tempos.
14 - A espiritualidade específica da União é o seguimento de Cristo, Apóstolo do Pai eterno. Na fé e na caridade, os membros da União querem permanecer unidos a Cristo crucificado e ressuscitado presente no meio deles (cf. Mt 18,20); esforçam-se por imitar o seu amor ao Pai e a todos os homens e desejam realizar hoje, no modo mais completo, o seu estilo de vida e de apostolado.
15 - Os membros da União empenham-se, em comunhão com Maria, Nossa Senhora de Fátima, em preparar o caminho para Cristo no coração dos homens. Junto com ela se unem na oração, como Cenáculo, para pedir a força do Espírito Santo (cf. At 1,13-14), para que os torne capazes de receber e de dar aquele amor que renova todas as coisas (cf. Sl 104,30).
16 - Os membros da União se empenham em permanecer em comunhão com o Papa e os Bispos.
17 - Os membros da União vivem a unidade fundada no amor evangélico e em qualquer lugar em que se encontrem "dois ou mais" (cf. Mt 18,20), formam grupos missionários abertos à colaboração entre eles e com todos (cf. Jo 13,34-35; 15,12; 17,21).
18 - Os membros da União, com o fim de aprofundar e conservar a comunhão com Deus e entre eles, seguindo o exemplo de São Vicente Pallotti:
a) meditam a Sagrada Escritura como fonte de inspiração;
b) colocam a Celebração Eucarística no centro da própria vida;
c) cultivam a oração pessoal e comunitária;
d) partilham entre si as experiências de vida e de fé
 e) vivem a reconciliação como itinerário de conversão permanente;
19 - Os membros da União, conscientes de que todos são chamados à santidade e ao apostolado e de que existe uma multiplicidade de modos e graus de responder ao chamado de Deus, obtêm com a oração a força para:
a) abrir-se ao diálogo;
b) trabalhar juntos com todas as pessoas de boa vontade;
c) ter confiança de que Deus, também quando os esforços parecem falhar, sabe tirar sempre o bem.
ARTIGO 2 - PRINCÍPIOS GERAIS DE PERTENÇA

20 - A União é realizada por todos aqueles que, animados pelo carisma de São Vicente Pallotti, se empenham conscientemente no apostolado universal da Igreja ou o favorecem, em todo lugar, com todos os meios adequados e em colaboração com todos os homens de boa vontade.
21 - Para pertencer à União se requer:
a) levar uma vida conforme os princípios da fé cristã;
b) promover a fé, a caridade e o espírito de comunhão e colaboração no serviço à Igreja local, de acordo com o próprio contexto de vida;
c) conhecer a pessoa e a obra de São Vicente Pallotti e deixar-se guiar pela sua espiritualidade.
d) ser Padre.
22 - Todos os que pertencem à União têm a mesma dignidade e podem ser membros efetivos, membros colaboradores ou amigos.
23 - São membros efetivos os padres que foram admitidos na União do Apostolado Católico, após uma adequada formação, conforme o estabelecido no presente Estatuto.
24 - Podem ser membros colaboradores os padres que participam ativamente e de qualquer modo no espírito.